--Crescimento Global - Destaque America Latina
Aos poucos a economia mundial começa a recuperar-se, mesmo com problemas ainda localizado no velho mundo, principalmente na zona do Euro, as medidas adotadas surtiram relativo efeito.
Nos países mais ricos, onde a intervenção foi feita com o objetivo de salvar os bancos e o sistema financeiro, esse desenvolvimento está se dando de maneira mais lenta e gradual.
A menos de um mês, os Estados Unidos da América do Norte, aprovou uma lei que regulamenta esse setor, tentando assim por ordem e controle sobre a voraz vontade do sistema em captar cada vez mais lucros de papéis em detrimento da produção, medida que deveria ser seguida pelos outros países desenvolvidos.
O Fundo Monetário Internacional – FMI – divulgou uma projeção do crescimento mundial, os países ricos vão crescer em media 2,6%, abaixo do crescimento global estimado para 3,7%. Destaca-se nesse grupo o Estados Unidos com crescimento de 3,1% seguido do Japão 1,9%, França 1,5%, Reino Unido 1,3%, Alemanha 1,2%, outros países da Europa devem crescer uma média de 1%.
È importante observar a  onda de crescimento nos países do BIRC, para o Brasil projeta-se 5,5%, Índia 8,8%, Rússia 3,9% e China 10%.
Outro fator que chama a atenção nessa projeção de crescimento global é o destaque da América Latina, que após anos de instabilidade política, de golpes e intervenções, começaram a aparecer com índices positivos, na economia mundial. O Chile e o Peru deverão crescer a 6%, México e o Caribe 4,5% e 4,3% respectivamente, Colômbia 4%, Argentina 3,9% e America Central 3,7%, já países como Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Honduras e outros que não conseguiram ainda uma estabilidade política e o respeito à sua soberania, estão abaixo de índices de 1%, mas lutando para impor políticas compatíveis  ao desenvolvimento de seus países.
O que é importante ressaltar, é que as economias emergentes, e de países que lutam e defendem sua soberania, distancia-se cada vez mais do FMI, impondo políticas econômicas próprias e independentes, fugindo do monetarismo e enfocando o desenvolvimento com base na produção.
Celso Furtado, Caio Prado Junior, Alberto Passos Guimarães, Rômulo Almeida, Moises Vinhas e tantos outros teóricos, brasileiros ou não, que lutaram contra a política perversa do monetarismo, podem descansar em paz, pois o Brasil e o mundo começam a trilhar seus ensinamentos.

Autor(a): Sinval Galeão - Economista e Membro da Direção Nacional do PPS - Escreve sempre aos sábados.

 

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